Veja suplementos que contribuem para a saúde dos idosos

Com o avanço da idade, manter a força muscular e a saúde das articulações é essencial para preservar a autonomia e a qualidade de vida. A suplementação alimentar pode ser uma grande aliada, mas nem todos os produtos têm eficácia comprovada.

Para esclarecer o que realmente funciona após os 60 anos, o ortopedista Dr. Adriano Leonardi, referência nacional em cirurgia do joelho e medicina esportiva, explica os principais suplementos indicados e os cuidados necessários antes de incluí-los na rotina.

“Os suplementos mais eficazes para manter a massa muscular em idosos são aqueles com respaldo científico sólido, como proteína (whey ou vegetal isolada), creatina, vitamina D e ômega 3. Eles atuam de forma sinérgica com o exercício físico para combater a sarcopenia, que é a perda muscular ligada à idade”, afirma.

Suplementos mais indicados

De acordo com o Dr. Adriano Leonardi, os principais suplementos alimentares com benefício comprovado para idosos são:

  • Proteína (whey ou vegetal isolada): fornece aminoácidos essenciais, especialmente leucina, que estimula a síntese proteica.
  • Creatina: aumenta força, massa muscular magra e pode melhorar a cognição.
  • Vitamina D: fundamental para a função muscular e prevenção de quedas.
  • Ômega 3: tem ação anti-inflamatória e ajuda na preservação muscular.
  • Magnésio e zinco: importantes para o bom funcionamento neuromuscular.

No entanto, o médico alerta que nem todos os idosos devem suplementar indiscriminadamente. “A indicação deve ser individualizada, baseada em exames laboratoriais, avaliação nutricional e no estilo de vida. A suplementação não substitui uma alimentação equilibrada, mas pode ser decisiva em casos de baixa ingestão proteica ou doenças crônicas”, orienta.

Suplementos para as articulações

A saúde articular também pode se beneficiar de alguns suplementos alimentares, especialmente para quem convive com osteoartrite. Segundo o ortopedista, os mais promissores são vitamina D e cálcio.

Há forte evidência de que contribuem para a saúde óssea e prevenção de fraturas. “Vitamina D e cálcio têm papel consolidado na manutenção da densidade óssea e na prevenção de quedas e fraturas, especialmente em mulheres pós-menopausa e pessoas com risco aumentado para osteoporose”, destaca o especialista.

A creatina pode ajudar a retardar ou até reverter a sarcopenia (Imagem: New Africa | Shutterstock)

Uso de creatina por idosos

A creatina é segura e eficaz quando usada com acompanhamento profissional. “Estudos mostram que a creatina pode retardar ou até reverter a sarcopenia quando combinada com musculação. Além disso, tem benefícios cognitivos importantes, como melhora da memória e da atenção”, destaca o Dr. Adriano Leonardi.

A dose usual para idosos é de 3 a 5 g por dia, sem necessidade de fase de saturação. Mas o uso deve ser precedido de avaliação da função renal.

Diferença entre homens e mulheres na suplementação

As necessidades podem variar conforme o sexo, sobretudo por questões hormonais. “Mulheres pós-menopausa têm maior risco de osteoporose, por isso costumam se beneficiar mais do cálcio e da vitamina D. Já os homens tendem a perder mais massa muscular e ganhar gordura visceral, tornando a creatina, proteína e ômega 3 ainda mais estratégicos para eles”, explica o especialista.

Suplementação sem exercício físico

O uso de suplementos — mesmo por idosos — deve ser aliado a uma rotina de atividade física. “Suplementação sem estímulo físico não traz os resultados esperados. O ideal é associar ao exercício resistido, como musculação, que estimula a síntese proteica e fortalece ossos, e também a práticas como pilates, que melhoram equilíbrio e controle motor”, afirma o médico.

O tripé ideal para envelhecer com saúde, segundo o Dr. Adriano Leonardi., é: exercício físico, suplementação personalizada e alimentação rica em nutrientes.

Perigos da automedicação

O Dr. Adriano Leonardi alerta para os riscos do uso indiscriminado de suplementos na terceira idade. Entre os erros mais comuns, estão:

  • Automedicação sem avaliação clínica;
  • Uso excessivo de suplementos desnecessários;
  • Combinação de múltiplos produtos sem controle;
  • Ignorar interações medicamentosas;
  • Comprar produtos sem procedência confiável.

“Além de ineficaz, o uso sem orientação pode sobrecarregar rins e fígado, provocar desequilíbrios e interferir em medicamentos de uso contínuo. Sempre procure um profissional qualificado”, orienta.

Por Gabriela Andrade

Fonte: Portal EdiCase

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Redação EdiCase

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