A dor de cabeça é um problema comum e, muitas vezes, pode ter origens que vão além do estresse, da insônia ou de problemas de visão. Distúrbios odontológicos, como problemas na mordida, inflamações nos dentes e até bruxismo, podem ser os verdadeiros causadores do incômodo.
Segundo o Dr. Guilherme Lima, coordenador do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera Vila Mariana, é importante ficar atento a dores de cabeça que ocorrem frequentemente ao acordar ou que se intensificam durante a mastigação.
“Em muitos casos, a origem da cefaleia está em disfunções na articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio, ou no apertamento dos dentes durante o sono, conhecido como bruxismo. Esses quadros provocam tensão muscular na face, irradiando dor para a cabeça, nuca e até pescoço”, explica.
Conforme o professor, as infecções dentárias como cáries profundas, abscessos ou problemas nos dentes do siso também podem gerar dores referidas, confundindo o diagnóstico e dificultando o alívio da dor com analgésicos comuns.
O Dr. Guilherme Lima aponta que a dor de cabeça de origem odontológica pode ser identificada por alguns sinais específicos, embora ainda seja pouco reconhecida pela população.
“É importante observar sintomas como dor ao acordar, especialmente na região das têmporas, estalos ou travamentos ao abrir a boca, sensação de pressão na mandíbula ou desconforto ao mastigar. A sensibilidade excessiva nos dentes e dores que não melhoram com analgésicos também são sinais de alerta”, explica.
É importante ficar atento à dor e procurar um especialista. “Quando o paciente trata a dor com remédios e ela sempre volta, é hora de buscar um diagnóstico mais aprofundado. O cirurgião-dentista pode identificar se a dor tem origem bucal e indicar o tratamento adequado”, afirma o Dr. Guilherme Lima.
Em casos como o bruxismo, o uso de placas de mordida é uma das alternativas recomendadas para evitar o desgaste dos dentes e a tensão nos músculos da face. Para problemas de mordida e ATM, podem ser necessários ajustes na oclusão, fisioterapia orofacial ou até acompanhamento multidisciplinar com profissionais da área de saúde.
“As pessoas precisam entender que a saúde bucal está totalmente conectada ao bem-estar geral. Tratar problemas na boca pode significar também resolver dores crônicas que afetam a qualidade de vida”, reforça o especialista.
Por Bianca Lodi Rieg
Fonte: Portal EdiCase
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