Entre tantos elementos que compõem um projeto de interiores, há peças que, mesmo sem chamar atenção de imediato, carregam significados e funções que vão além do óbvio. Elas revelam hábitos, traduzem o estilo de vida de quem habita o espaço e influenciam diretamente na experiência de uso.
É com esse olhar sensível que a arquiteta Gleuse Ferreira, à frente do escritório que leva seu nome, convida à reflexão sobre a importância das cadeiras, muitas vezes subestimadas. “O lugar onde nos sentamos diz muito sobre como vivemos, e a escolha certa influencia totalmente no ambiente. Enquanto em uma varanda o móvel é um convite ao descanso, em um living pode ser um ponto de destaque e no home office a escolha certa pode significar horas de produtividade”, explica.
Segundo Gleuse Ferreira, as cadeiras exercem múltiplas funções na composição dos ambientes, pois ajudam a compor o layout do espaço, definem estilos e se somam na identidade do projeto. Um modelo pode ser o elemento de destaque em uma sala neutra ou reforçar um conceito arquitetônico mais clássico, rústico ou contemporâneo.
“As cadeiras estão sempre passando por reinvenções e é por isso que hoje temos um leque imenso de opções, desde modelos novos e contemporâneos até aquelas peças icônicas que se tornaram objeto de desejo, como as peças assinadas por Charles Eames, Le Corbusier, Sérgio Rodrigues e Lina Bo Bardi”, menciona.
Além disso, a distribuição delas interfere diretamente em como o ambiente é vivenciado: cadeiras bem posicionadas favorecem a circulação, melhoram a interação social e tornam os espaços mais acolhedores.
Na hora de escolher uma cadeira para compor o ambiente, é preciso considerar a rotina dos moradores. Fatores como grande ou pouca circulação de pessoas, presença de animais domésticos, crianças e problemas de postura determinam o tipo de material que será mais funcional.
Na análise da arquiteta, para quem busca sofisticação e conforto, tecidos como veludos, jacquard e boucle são apostas que entregam textura, aconchego e refinamento. No entanto, enfatiza que esses materiais não combinam em locais onde a manutenção seja uma preocupação constante. “Eles funcionam muito bem em casas com rotina mais tranquila”, argumenta a profissional.
Para famílias com crianças pequenas ou animais de estimação, Gleuse Ferreira indica os tecidos com alta porcentagem de poliéster, que dominam o mercado atualmente, além de outros materiais resistentes como o couro, os tecidos sintéticos e o PVC.
“Ao contrário do que muitos pensam, o poliéster não é um tecido de baixa qualidade. Muito pelo contrário, ele é resistente ao pilling, que são aquelas bolinhas que surgem com o tempo, não esgarça com facilidade e é encontrado em versões com toque macio”, desmistifica a arquiteta, que acrescenta ainda que já existem opções com poliéster biodegradável. Do mesmo modo, o projeto também pode considerar tecidos com tecnologia de proteção contra líquidos e arranhões de gatos.
Quanto à manutenção, Gleuse Ferreira alerta que cada tecido demanda um cuidado específico. “Sempre indico a limpeza com empresas especializadas como meio de assegurar a conservação da peça”, orienta. No entanto, o processo com o couro é muito mais simples, bastando o uso de um pano úmido com detergente neutro. “Gosto também de sugerir a aplicação de hidratante para couro com uma flanela”, complementa.
Outro recurso que pode trazer mais segurança ao uso diário é a impermeabilização, técnica que promove uma camada de proteção sobre o tecido, evitando que líquidos penetrem com facilidade. “A impermeabilização ajuda muito, principalmente para quem tem crianças ou gosta de tomar um vinho. Mas é válido reiterar que ela não impede que o tecido suje e, por isso, ainda recomendo a limpeza periódica com profissionais especializados”, orienta Gleuse Ferreira.
Pensando no bem-estar de quem as utilizará, Gleuse Ferreira enfatiza a importância de observar a ergonomia. Uma boa cadeira deve respeitar as proporções do corpo, oferecendo apoio adequado para a lombar, altura compatível com a mesa e postura correta ao sentar-se.
“Essa cartilha vale para todos os ambientes, sobretudo home offices, áreas de lazer ou espaços de leitura. Pequenos detalhes como encostos levemente inclinados, assentos com profundidade e braços na altura certa evitam dores e cansaço no dia a dia”, conclui a arquiteta.
Por Glaucia Ferreira
Fonte: Portal EdiCase
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