Quando chegam as férias, é natural querer relaxar, dormir até mais tarde ou ficar acordado até de madrugada. No entanto, mesmo nesse período de descanso, manter uma rotina de sono equilibrada é essencial para o bem-estar físico e mental.
Uma única noite mal dormida já pode reduzir a atenção, a concentração e a capacidade de tomada de decisão. Além disso, a privação de sono, mesmo leve, pode aumentar em até 60% os níveis de irritabilidade e estresse, prejudicando as relações pessoais, alerta a Associação Americana de Psicologia.
Embora as férias sejam, em tese, um momento para relaxar e recarregar as energias, o neurologista Felipe Franco da Graça, do Vera Cruz Hospital, em Campinas-SP, chama a atenção para os riscos de uma rotina desregulada de sono.
“Cada hora a menos de sono pode reduzir atenção, memória e controle emocional. Ainda não compreendemos totalmente todas as funções do sono, mas sabemos que a sua privação tem efeitos sérios: pode agravar doenças crônicas e aumentar o risco de problemas como AVC (acidente vascular cerebral) e infarto”, afirma.
O neurologista também destaca os riscos entre os mais jovens. “Entre adolescentes, o sono irregular nas férias pode dificultar o ajuste cognitivo e emocional na volta às aulas”, alerta Felipe Franco da Graça.
Segundo o médico, o recesso pode ser uma boa oportunidade para recuperar o sono atrasado, mas exageros também fazem mal. “Dormir muito, acima de oito ou nove horas por dia com frequência, pode ser tão prejudicial quanto dormir pouco. Os dois extremos desregulam o ritmo circadiano e dificultam a retomada da rotina”, explica.
Outro problema comum nas férias é a alteração brusca nos horários de dormir e acordar, com atrasos de duas horas ou mais, o que provoca um descompasso entre o relógio biológico e o ambiente externo. Pesquisas indicam que isso impacta negativamente o metabolismo, o humor e até a saúde cardiovascular.
O uso excessivo de telas antes de dormir pode prejudicar a qualidade do sono. “A exposição prolongada a celulares, tablets e televisão reduz a produção de melatonina, o hormônio que sinaliza o corpo para dormir. O ideal é evitar esses dispositivos de duas a três horas antes de dormir e incentivar atividades mais tranquilas, como leitura”, recomenda o médico.
Para garantir um descanso de qualidade, Felipe Franco da Graça orienta:
“Férias devem ser um tempo de recuperação, mas isso só acontece se o sono for respeitado como parte essencial da saúde”, finaliza o neurologista.
Por Aline Telles
Fonte: Portal EdiCase
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