A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) estruturou projeto replicável de engenharia focado no transporte de biometano em áreas contíguas do seu trecho no gasoduto Bolívia-Brasil, o Gasbol, a fim de viabilizar a adição obrigatória do produto no gás natural, que começa com porcentual de 1% já em 2026. Esse mandato pode chegar a até 10% nos anos seguintes, conforme decisões do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A obrigação é válida para produtores e importadores de gás, que também podem adquirir créditos de garantia de origem (CGOBs) para cumpri-la.
Segundo a TBG, em função da chamada para aquisição da Petrobras, produtores entraram em contato com a empresa buscando informações sobre o projeto. “Foram mapeadas usinas produtoras de biometano nos cinco Estados do traçado do Gasbol, com ênfase em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. O volume potencial é de aproximadamente 3 milhões de metros cúbicos por dia”, informou em nota.
Esse potencial de biometano a ser transportado pela TBG se deve à concentração de usinas sucroalcooleiras no centro-sul do País, além de outros produtores na margem da malha. “O projeto prevê a possibilidade de construção da instalação com capacidade faseada, seja por recebimento de biometano através de duto dedicado ou por modal rodoviário – caminhões de GNC e GNL. O tamanho do projeto irá depender da demanda de mercado, de análises internas da TBG e da interlocução com o órgão regulador”, continuou a transportadora.
A TBG informa que, com isso, está “apta” a colaborar com a chamada para aquisição de biometano da Petrobras, com potencial para 700 mil metros cúbicos por dia. O projeto para transporte de biometano pode ser modulado e replicado conforme demanda do mercado. A empresa também submeteu o contrato de conexão para o produto para aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O diretor comercial da TBG, Jorge Hijjar, diz no documento que a ideia é fazer da TBG um agregador de biometano a partir da criação de hubs que ajudem a viabilizar a conexão de produtores que, isoladamente, não teriam escala suficiente para se conectarem ao transporte.
Plano Nacional
Na nota, a TBG também informa a disposição de colaborar com o “Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano” (PNIIGB), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que abriu em 19 de março uma consulta pública de nota técnica metodológica. O plano tem o objetivo de promover estratégias para o desenvolvimento da oferta, demanda e infraestrutura de gás natural e biometano no País.
Gerado a partir de resíduos orgânicos, o biometano é intercambiável com o gás natural em termos residenciais, comerciais, industriais e para o abastecimento de veículos.
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