Saúde

Ovos de Páscoa: veja dicas de consumo para quem tem diabetes

A reunião em família no feriado de Páscoa é marcada por afeto e troca de ovos de chocolate, para representar a alegria da ressurreição de Cristo para os fiéis. A tradição da Páscoa açucarada, no entanto, acende um alerta para quem precisa manter uma alimentação mais restrita. É o caso das pessoas com diabetes. A doença afeta cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SDB). 

O montante de diabéticos no país é baseado em dados do IBGE, cujos resultados do Censo 2022 indicam que a população do Brasil é formada por 203.080.756 pessoas, aliado aos dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico  (Vigitel Brasil 2023), que aponta que o diabetes atinge 10,2% da população brasileira.

O médico endocrinologista, Flavio Cadegiani, especialista em endocrinologia e metabolismo, dá dicas de como celebrar a Páscoa de forma saudável, como priorizar ovos de chocolate com maior percentual de cacau.

“Evitar fazer dietas com grandes quantidades de arroz, massas, se for consumir ovos de Páscoa. Ovos com maior percentual de cacau também são mais importantes do que ter ou não açúcar. Acima de 70% de cacau você tem aquela relação 70% cacau, 30% não cacau — e com isso você tem boas gorduras que são nutritivas e você, diminuem o índice glicêmico”, menciona.

Além disso, ele destaca que é importante consumir alimentos que tenham proteína e fibras, como saladas, antes de se deliciar com chocolate. Inclusive, evitar refeições pesadas e grandes quantidades de bebidas alcoólicas também são essenciais para aproveitar o feriado com uma alimentação saudável.

O endocrinologista alerta que a necessidade de uma pessoa com diabetes evitar o açúcar se aproxima à de quem não tem a doença.

“Ficou no século XX, isso de não poder comer mais açúcar. Então, se a pessoa não depende de insulina, pode consumir açúcar, igual a quem não tem diabetes. Desde que ela se atente, não tenha nenhuma descompensação. E se ela usa insulina, o ideal é que ela faça o que a gente chama de contagem de carboidratos e aplique a quantidade de insulina para aquela quantidade de açúcar que ela vai consumir”, destaca Cadegiani.

Conforme a SDB, o carboidrato é o nutriente que tem o maior efeito na glicemia, ou seja, de concentração de açúcar no sangue. Toda a quantidade consumida se transforma em açúcar. Por isso, a contagem de carboidratos é importante. A estratégia nutricional oferece mais flexibilidade para a alimentação de pessoas com diabetes e busca encontrar um equilíbrio entre a glicemia, a quantidade de carboidratos ingerida e a quantidade de insulina que a pessoa precisa. Confira mais detalhes no manual de contagem da SDB.

Recomendações para quem não tem diabetes

Mesmo que não tenha diabetes, também é necessário se atentar à alimentação e aproveitar a Páscoa com moderação, conforme afirma o médico especialista em nutrologia Yuri Elias.

O especialista ressalta que a alimentação está intimamente ligada à saúde e, por isso, é fundamental para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Yuri Elias recomenda que esse público opte por chocolates sem açúcar, com maior proporção de cacau ou até mesmo opções vendidas por marcas de suplementos que, além de não ter açúcar, possuem concentração de proteína.

“Tendo esse tipo de cuidado, a gente consegue ter uma alimentação balanceada, mais saudável e ainda assim gostosa. Que a gente consiga compartilhar com os amigos, com a família, que seja tudo prazeroso e que não tenha nenhum tipo de restrição, que faça mal, que fique um pouco mais chato, que a pessoa não consiga manter em um longo prazo”, elenca o nutrólogo.

Diabetes

A diabetes é uma doença crônica que tem como característica níveis elevados de açúcar no sangue. A doença é causada pela falta ou incapacidade de ação do hormônio insulina responsável por quebrar as moléculas de açúcar, podendo afetar os nervos periféricos, que transitam informações entre o cérebro e o corpo; causar complicações bucais, como gengivite e, em casos mais graves, pode matar.

Entre as recomendações do Ministério da Saúde para prevenir a doença estão atividades físicas regulares, alimentação saudável e evitar o consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

Brasil 61

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