Após o Canadá, o Reino Unido e a Austrália reconhecerem formalmente o Estado Palestino neste domingo, 21, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou comunicado em que diz que “não haverá um Estado Palestino”. Ele ainda ameaçou: “A resposta à última tentativa de nos impor um estado terrorista no coração de nossa terra será dada após meu retorno dos Estados Unidos. Aguardem”.
A França e outros países devem também reconhecer o Estado Palestino nesta segunda-feira, 12, paralelamente à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Netanyahu vai à assembleia geral. O Brasil reconhece oficialmente o Estado da Palestina desde 2010.
A nova onda de reconhecimentos do Estado Palestino, que agora inclui países do G7, grupo que reúne as mais ricas nações ocidentais e o Japão, ocorre na esteira dos quase dois anos de ataques israelenses à Faixa de Gaza, que já deixaram mais de 65 mil mortos, e no momento em que o exército israelense invade a Cidade de Gaza por terra, intensificando a ofensiva.
Ao mesmo tempo, Israel estrangula cada vez mais o território palestino da Cisjordânia, ampliando os assentamentos na região, ocupando áreas militarmente e reprimindo a população local, tornando cada vez mais distante a solução de dois Estados, Israel e Palestina, defendida há muito pela comunidade internacional e, até recentemente, também pelos Estados Unidos. Sob o governo de Donald Trump, porém, o alinhamento dos EUA a Israel tornou-se ainda mais forte, tanto que o norte-americano já propôs a expulsão da população de Gaza para transformar a região numa Riviera turística, ideia encampada por Netanyahu.
“Tenho uma mensagem clara para aqueles líderes que estão reconhecendo um estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão recompensando o terror com um prêmio enorme”, declarou Netanyahu no comunicado, referindo-se ao ataque do grupo terrorista Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 que deixou mais de 1,2 mil mortos e foram feitos 251 reféns.
“E tenho outra mensagem para vocês: isso não vai acontecer. Não haverá um Estado Palestino a oeste do Rio Jordão”, afirmou o primeiro-ministro, referindo-se à Cisjordânia. “Durante anos, eu impedi a criação desse estado terrorista, contra uma pressão tremenda, tanto interna quanto externa”, acrescentou. Netanyahu foi além e auto congratulou-se: “Fizemos isso com determinação e com uma habilidade astuta de estadista”.
Ele também comemorou a ampliação da ocupação da Cisjordânia e prometeu dar continuidade à expansão, apesar de os assentamentos serem considerados ilegais pelas Nações Unidas e a comunidade internacional em geral. “Além disso, dobramos os assentamentos judeus na Judeia e Samaria, e continuaremos nesse caminho”, declarou ele, referindo-se aos nomes bíblicos da Cisjordânia, discurso alinhado aos movimentos mais religiosos e conservadores da política israelense, que apoiam o primeiro-ministro.
Por: Estadão Conteúdo
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