Mercadante diz que empresas com impacto de tarifa buscam crédito para abrir novos mercados


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que a maior demanda de crédito que o banco está recebendo vem das empresas afetadas pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos importados brasileiros. Em entrevista hoje ao programa Brasil do Povo, de José Luiz Datena, na Rede TV, Mercadante disse que a principal demanda é abrir novos mercados para essas empresas.

Entre as formas de ajuda com essa questão, Mercadante disse que um dos planos de ação é promover eventos para juntar vendedores brasileiros com compradores ao redor do mundo, ajudando a escoar os produtos brasileiros.

Outro ponto destacado é a questão da Embraer, que mesmo com as tarifa de 10% nas aeronaves comercializadas aos EUA – a empresa está na lista de itens excluídos da sobretaxa de 40% – vendeu 50 aeronaves para o mercado americano. O BNDES já financiou 1.370 aviões para a companhia, segundo Mercadante. A Latam também comprou mais 74 aeronaves da Embraer, que nunca havia adquirido uma aeronave da empresa, segundo Mercadante. Esse movimento, avaliou ele, fortalece o setor e a empresa no Brasil.

Lavagem de dinheiro

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que toda a lavagem de dinheiro passa pelas fintechs e depois é transferida para criptomoedas, “perdendo-se de vista”. Segundo ele, o Banco Central não está fiscalizando adequadamente a operação das fintechs. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Brasil do Povo, de José Luiz Datena, na Rede TV.

“Toda a fuga de capital, toda a lavagem de dinheiro está indo para as fintechs. A pessoa abre uma conta que ninguém controla, em uma estrutura cuja propriedade ninguém conhece. Não há controle algum”, disse Mercadante. “O Banco Central não fiscaliza. Isso se transforma em todos esses roubos financeiros que nós tivemos”, criticou.

Mercadante defendeu que é necessário “fechar as brechas do sistema financeiro” para lidar com o crime organizado no Brasil e isso passa, segundo ele, pela fiscalização das fintechs.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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