O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, foi ouvido por mais de quatro horas na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado nesta quinta-feira, 15, sobre as fraudes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em sua exposição final, Wolney destacou que, seguindo a determinação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, os fraudadores serão os responsáveis pelo ressarcimento de aposentados e benefícios lesados pelos desvios bilionários.
Ele disse esperar que as investigações consigam encontrar mais recursos dos suspeitos para garantir a devolução dos valores aos beneficiários no INSS.
De outro lado, Wolney frisou que, em último caso, o governo vai procurar uma forma de custear as despesas. “Lula disse que nenhum aposentado e pensionista ficará no prejuízo”, pontuou – contudo, sem dar detalhes de como seria essa outra “forma” de garantir o ressarcimento dos aposentados. “Não começou nesse governo, mas tem fim deste governo”, repetiu o ministro sobre as práticas fraudulentas, ao final da sessão.
Ao longo de sua exposição, o ministro destacou que as fraudes começaram a ser operacionalizadas no governo Jair Bolsonaro e se disse preocupado com um atraso nas investigações caso haja uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o tema. O ministro ainda se colocou à disposição dos senadores para tratar de “gestão”.
A estratégia da oposição foi questionar Wolney sobre uma suposta “omissão” do Ministério da Previdência – então sob a condução do ministro Carlos Lupi – ante a denúncias.
Já os governistas, na mesma linha de Wolney, destacaram que os desvios agora sob investigação da Polícia Federal tiveram início em 2019 e que o esquema foi desbaratado no governo Lula.
A sessão ainda foi marcada por um bate-boca entre o ministro e o senador Sergio Moro (União-PR) – um dos autores do pedido de audiência. Também assinaram o documento os senadores Dr. Hiran (PP-RR), Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos Rogério (PL-RO).
Por: Estadão Conteúdo
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