Encontrar dados de qualidade é desafio para tesourarias usarem IA, apontam especialistas


Ao buscar uma atuação direcionada por dados, as áreas de tesouraria das empresas se defrontam com a dificuldade em encontrar fontes de informação de qualidade para embasar suas decisões. Na Microsoft, maior companhia do mundo em valor de mercado e pioneira no setor tecnológico, o desafio de colher os dados adequados ocupava 50% do tempo quando a área financeira passou a investir no aprendizado de máquinas, de acordo com Pablo Junco, diretor executivo de dados, análise e inteligência artificial (IA).

“Precisamos garantir que tenhamos uma única fonte de confiança. A partir daí conseguimos explorar os dados e, com governança, direcionar as informações corretas para o uso nas ferramentas”, disse em painel sobre o uso de IA em tesourarias corporativas promovido pelo Citi.

Junco ressalta que, com os dados adequados, é preciso ter flexibilidade na permissão de acesso às informações, para que as diversas áreas consigam extrair valor. Ele considera que o desafio para as tesourarias está em identificar quais processos podem ser tornados mais rápidos e baratos com IA.

Harrison Williams, líder de plataformas de dados, governança, IA e análises no Citi, comenta que o banco identifica insuficiência nos dados em 75% das geografias em que está. “Essas são lacunas que podem gerar ideias ruins ou, pior, ações ruins.” Ele também aponta que e um desafio lidar com o legado tecnológico, que nem sempre têm capacidade de operar com o volume de dados analisados e gerados pela IA.

Raj Seshadri, líder da área de pagamentos da Mastercard, aponta que a empresa dedica esforços de aprendizado de máquina para identificar anomalias no sistema, para detectar fraudes. Já a IA generativa, que é a geração de conteúdos em sistemas como o ChatGPT, está sendo usada para adaptar documentos. A partir do tratamento e da padronização dos dados, Seshadri enxerga que o passo estratégico mais importante é a integração de diferentes plataformas.

Ela cita que os dados podem vir dos sistemas como o faturamento, compras e recebimento. “O segredo é integrar tudo isso da maneira certa e, em seguida, aplicar a IA adequada à finalidade.”

Já Williams pondera que nem sempre é preciso ter uma “espingarda para matar uma mosca”. Isto é, existem ferramentas muito simples, até mesmo gratuitas, que podem trazer resultados satisfatórios para as empresas.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

Recent Posts

Clima instável reduz defesas e pode agravar crises respiratórias

As instabilidades da temperatura reduzem algumas atividades fisiológicas no nível de defesa e podem aumentar…

57 minutos ago

Goiás conquista reconhecimento nacional em governança e gestão pública

O Governo de Goiás conquista o primeiro lugar em excelência na governança e na gestão…

59 minutos ago

Agehab entrega 44 escrituras de casas a custo zero em São Luís de Montes Belos

A Agência Goiana de Habitação (Agehab) entrega, nesta quarta-feira (13/05), 44 escrituras de imóveis do…

7 horas ago

Uso de IA na saúde chega a 18% dos estabelecimentos do país

A utilização de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já atinge 18% dos estabelecimentos…

13 horas ago

Flu, Inter e Cruzeiro vencem e avançam na Copa do Brasil

A noite desta terça-feira (12) foi de classificação de Fluminense, Internacional e Cruzeiro para as…

13 horas ago

Carol Santiago é ouro, o 37º pódio do país no Internacional de Berlim

A equipe brasileira paralímpica garantiu mais 14 pódios - nove de atletas adultos e o…

19 horas ago

This website uses cookies.