Categories: BRASIL

CNI: Mercado de gás segue travado, apesar do novo marco legal

Atrasos, falta de acesso à infraestrutura e baixa concorrência são fatores que ainda inibem o mercado de gás no Brasil, apesar da Nova Lei do Gás (Lei nº 14.134/2021), conforme estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado no último dia 27 de março.

A Confederação aponta que a falta de regulamentação efetiva, os sucessivos atrasos na agenda da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a concentração da comercialização na Petrobras seguem sendo barreiras para a concorrência e a redução dos preços do gás natural no país.

Além disso, o estudo Gás Natural: uma avaliação da abertura do mercado brasileiro sob competência da União destaca que o gás chega à indústria brasileira com valor até 10 vezes maior que nos  Estados Unidos. O levantamento da CNI traz que, no Brasil, o gás natural chega às indústrias por US$ 20 por milhão de BTUs, em média. Nos EUA, a molécula do gás custa cerca de US$ 2 por milhão de BTUs. A entidade aponta que o montante representa o dobro do preço praticado no mercado europeu, de cerca de US$ 10 por milhão de BTUs.

Apesar de listar pontos que merecem atenção no mercado, a CNI reconhece no estudo que o novo marco legal trouxe avanços relevantes, como o conceito de transportador independente. A entidade reforça, ainda, que a Petrobras cumpriu parte dos compromissos firmados no Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como a alienação de ativos e a oferta de capacidade de transporte para novos agentes. 

Desafios

O levantamento da CNI mapeia, ainda, os principais desafios na empreitada. Confira:

  • Regulamentação pendente e atrasos na ANP;
  • Baixa transparência no acesso às infraestruturas;
  • Concentração na comercialização;e
  • Necessidade de compromisso federal;

Conforme o estudo, a abertura do mercado de gás depende de uma atuação coordenada entre governo, reguladores e setor privado, com vistas a garantir previsibilidade e segurança jurídica para novos investimentos.

Entre as recomendações para avançar na abertura do mercado de gás natural e estimular a competitividade no setor, o levantamento da entidade aponta a relevância do acesso transparente às infraestruturas essenciais. Para isso, a CNI afirma ser fundamental regulamentar o Art. 28 da Nova Lei do Gás para assegurar que o acesso a sistemas de escoamento e processamento seja transparente, o que vai favorecer a competitividade e a entrada de novas empresas no mercado.

As outras recomendações são: regular o transportador independente; fomentar a desconcentração do mercado; desenvolver o mercado organizado de gás; reforçar o apoio ao setor regulador – com a garantia pelo governo federal dos recursos necessários à ANP para implementar a Nova Lei do Gás; além de cautela na imposição de novos regulamentos e autorização das infraestruturas do setor de gás.

Com informações da CNI
 

Brasil 61

Recent Posts

Nota Fiscal Goiana sorteia R$ 1,2 milhão em prêmios na quinta-feira – Portal Goiás

A Secretaria da Economia realiza, na quinta-feira (26/03), o sorteio de março do programa Nota…

1 hora ago

Sônia Guajajara apresenta melhoras, mas continua internada em SP

Após apresentar um quadro de mal-estar, febre alta e dor abdominal, a ministra dos Povos…

9 horas ago

Expandir com sustentabilidade | ASN Goiás

Crescer é um movimento desejado por quem empreende. Aumentar o faturamento, ampliar a operação, contratar…

11 horas ago

Março Azul: exames para rastrear câncer de intestino triplicam no SUS

O número de exames para detecção precoce do câncer de intestino realizados via Sistema Único…

21 horas ago

Bombeiro Mirim abre inscrições para abril em 13 municípios goianos – Portal Goiás

Estão abertas as inscrições para o Programa Educacional Bombeiro Mirim Itinerante. No mês de abril,…

24 horas ago

Cientistas brasileiros são premiados por pesquisas sobre Alzheimer

Cientistas de todo o mundo tentam encontrar novas abordagens para a doença de Alzheimer, e…

1 dia ago

This website uses cookies.