Brasil cai de desempenho, mas vira sobre Japão e mostra que novos talentos podem suceder Marta


A seleção brasileira não conseguiu repetir o desempenho que teve contra o Japão na última semana, mas voltou a vencer. O placar de 2 a 1, em novo amistoso, agora no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, porém, não refletiu o desempenho. O time de Arthur Elias viu um adversário que se remodelou e anulou as principais forças do Brasil.

Ainda assim, com apoio de pouco mais de oito mil torcedores, as brasileiras reforçaram o que já tem sido mostrado desde a Olimpíada de Paris: há uma nova geração em construção. Jhonson, de 19 anos, marcou pela primeira vez e decidiu a partida.

O técnico Nils Nielsen mandou a campo um time com o meio-campo mais técnico em relação à partida anterior, em São Paulo. Isso refletiu em um maior volume de jogo das japonesas já nos primeiros minutos, chegando a dar trabalho para a goleira Lorena.

O Brasil também foi mexido por Arthur Elias. Desta vez titular, Marta aparecia próxima de Angelina e Duda Sampaio na construção, com a garota Dudinha mais adiantada.

A camisa 24 virou sensação após marcar duas vezes na Neo Química Arena. A torcida a tratou com xodó e gritou seu nome a cada drible da jogadora. Foi ela que criou a primeira chance brasileira, ao sofrer falta na lateral.

Mesmo sem brilhar nesta segunda-feira, é inevitável que Marta não atraia um papel de protagonista quando está em campo. Entretanto, também é possível notar como o Brasil conseguiu formar novos talentos para sucedê-la. Podem não ser novas rainhas, mas, finalmente, é possível ver um legado do futebol feminino, cobrado sempre ao final de competições da seleção.

O Brasil virou a chave e passou a ser dominante na partida. Quando perdiam a bola, as brasileiras pressionavam para recuperar rapidamente. As japonesas, contudo, defendiam-se com qualidade e impediam chegadas perigosas.

O equilíbrio voltou próximo dos 30 minutos, quando o Japão conseguiu atacar mais vezes. Seike bateu na trave, após belo passe de calcanhar de Momiki. A jogadora do Leicester ditava o ritmo do meio de campo japonês.

O Japão teve as chances mais claras na primeira etapa. A maior delas veio, de novo, com Seike, que driblou Lorena e, com o gol aberto, bateu para fora.

As japonesas voltaram do intervalo mantendo a pressão. Desta vez, porém, as visitantes aproveitaram para abrir o placar. Fujino cruzou e Seike desta vez não desperdiçou.

O Brasil tentou responder, mas não conseguia finalizar. O time contou, então, com sorte. Em escanteio cobrado por Duda Sampaio, a zagueira Ishikawa desviou contra o próprio gol.

As brasileiras sofriam para construir, contra um Japão que contou com boa leitura de Nils Nielsen. O técnico fez alterações que aumentaram a pressão do seu time sem a bola, dificultando ainda mais para o Brasil.

Com pressão na frente, o espaço surgiu para o contra-ataque. Arthur Elias lançou Gio Queiroz e Jhonson. Após escanteio japonês, a defesa afastou e Kerolin lançou para a camisa 17. A garota ganhou na velocidade e encobriu a goleira Yamashita para virar.

O Brasil volta a campo no dia 27, quando visita a França no Stade des Alpes, em Grenoble, já com o elenco que disputará a Copa América, em Quito, no Equador. A estreia na competição será contra a Venezuela. O Grupo B ainda tem Bolívia, Colômbia e Paraguai.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X 1 JAPÃO

BRASIL – Lorena; Thaís Ferreira (Kaká), Isa Haas e Mariza; Adriana (Bruna Calderan), Angelina, Duda Sampaio, Marta (Jhonson) e Yasmin (Fátima Dutra); Kerolin (Ary Borges) e Dudinha (Gio Queiroz). Técnico: Arthur Elias.

JAPÃO – Yamashita; Kitagawa (Chiba), Takahashi (Yamamoto), Ishikawa e Koga; Miura, Fujino (Ueki), Momiki (Sugita), Seike (Hamano) e Tanaka; Matsukubo (Miyazawa); Técnico: Nils Nielsen.

GOLS – Seike, a um minuto, Ishikawa (contra), aos oito, e Jhonson, aos 34 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Duda Sampaio e Bruna Calderan (Brasil) e Matsukubo (Japão).

ÁRBITRO – Maria Laura Fortunato (ARG).

RENDA – R$ 270.050,00

PÚBLICO – 8.412 pessoas.

LOCAL – Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP).



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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