8 curiosidades interessantes sobre as lhamas



As lhamas são mamíferos herbívoros da família dos camelídeos, muito conhecidas por sua aparência exótica, pescoço longo, orelhas curvadas e pelagem espessa. Originárias da América do Sul, especialmente dos Andes — em países como Peru, Bolívia, Chile e Argentina —, elas desempenham um papel importante na vida das populações locais há milhares de anos, tanto como animais de carga quanto como fonte de lã.

Com o crescimento das redes sociais, as lhamas passaram a aparecer em vídeos engraçados, interagindo com pessoas e outros animais, ou simplesmente “posando” com suas expressões carismáticas. A seguir, confira algumas curiosidades fascinantes sobre elas e descubra por que encantam tanta gente!

1. Foram domesticadas há mais de 5 mil anos

A história da domesticação das lhamas remonta a cerca de 5 mil anos, nas regiões montanhosas dos Andes. Povos indígenas como os incas as utilizavam para transportar alimentos e objetos por longas distâncias em trilhas íngremes, graças à sua força e resistência. Além disso, elas forneciam lã e esterco — usado como adubo ou combustível. Essa relação antiga com os humanos ajudou as lhamas a se tornarem animais sociáveis e obedientes, o que facilita o convívio em ambientes rurais até hoje.

2. Pertencem à mesma família dos camelos

Apesar de viverem nas montanhas e não possuírem corcova, as lhamas são parentes próximas dos camelos e dromedários. Todos fazem parte da família dos camelídeos, o que explica semelhanças em aspectos como o formato dos cascos, a dentição e a digestão especializada.

Essa linhagem evolutiva permitiu que elas desenvolvessem características importantes, como a capacidade de conservar água e de se alimentar de vegetação escassa — qualidades fundamentais para a sobrevivência em ambientes de clima extremo.

3. Se comunicam por meio de sons e posturas

As lhamas possuem uma linguagem rica baseada em vocalizações e expressões corporais. Um dos sons mais comuns é o “hum” suave, que emitem quando estão calmas ou interagindo com outros membros do grupo. Em momentos de alerta ou incômodo, podem emitir grunhidos, assobios ou até gritos agudos. Além dos sons, elas também demonstram emoções por meio das orelhas, posição da cauda e olhar.

As lhamas são sociáveis e preferem viver em grupos (Imagem: Noe Besso | Shutterstock)

4. São extremamente sociais e vivem em grupos

Na natureza ou em cativeiro, as lhamas preferem viver em grupos, o que lhes proporciona segurança e conforto emocional. Elas desenvolvem hierarquias dentro do rebanho e formam vínculos fortes com seus semelhantes. Quando estão isoladas, podem apresentar sinais de estresse e até alterações comportamentais.

5. Cospem para se defender ou impor limites

O comportamento de cuspir é uma das marcas registradas das lhamas, mas não é um hábito constante ou sem motivo. Elas utilizam o cuspe como forma de defesa ou comunicação — geralmente para afastar outros membros do grupo ou alertar humanos sobre desconfortos. O cuspe pode conter restos de comida e tem odor desagradável, sendo eficaz como estratégia para impor limites.

6. Têm memória aguçada e reconhecem rostos

As lhamas demonstram inteligência acima da média e capacidade de memória avançada. Elas conseguem lembrar de rotinas, locais e até reconhecer rostos humanos, especialmente de pessoas que participam ativamente de seus cuidados. Essa habilidade contribui para o desenvolvimento de vínculos afetivos entre tutor e animal, além de facilitar treinamentos simples, como seguir comandos básicos, caminhar com guia ou respeitar cercados.

7. Sua lã é macia, leve e muito resistente

A lã da lhama é valorizada nas regiões frias por seu conforto térmico. Ela é menos fina que a da alpaca, mas ainda assim bastante útil para a confecção de roupas, tapetes, cobertores e peças artesanais. A variedade de cores naturais — como branco, marrom, cinza e preto — permite criar produtos sem necessidade de tingimento, o que atrai consumidores conscientes e artesãos locais.

8. Alimentam-se de forma econômica e adaptada

A dieta das lhamas é composta por capim, folhas, feno e outros vegetais fibrosos. Elas possuem três compartimentos estomacais (ao invés de quatro, como nos ruminantes tradicionais), o que permite uma digestão lenta e eficiente. Por esse motivo, aproveitam melhor os nutrientes de alimentos simples e conseguem sobreviver com pouca água e vegetação.





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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