A percepção de mudanças no corpo pode ser decisiva para evitar complicações futuras. Muitas vezes, pequenas alterações são os primeiros indícios de doenças que avançam de forma silenciosa. Dados recém-divulgados pelo Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) sobre o câncer de cabeça e pescoço apontam que, em 2050, o número de casos, no Brasil, deve aumentar de 61 mil para 93 mil, representando um crescimento de 52%.
O câncer de cabeça e pescoço abrange uma série de tumores que afetam diferentes regiões da boca. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), tais tipos são, em sua maioria, associados ao tabagismo, consumo de álcool e infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano).
“O câncer de cabeça e pescoço pode se manifestar de forma silenciosa no início. Por isso, é fundamental que as pessoas fiquem atentas a sintomas como feridas que não cicatrizam, rouquidão persistente e nódulos no pescoço”, alerta Natalia Valleta, oncologista e professora do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras.
Apesar da gravidade, muitos desses tumores podem ser detectados precocemente, o que aumenta significativamente as chances de cura. Para isso, é essencial conhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica ao menor indício de alteração persistente. Veja a seguir!
Acomete lábios, gengivas, céu da boca, bochechas e língua. Os sinais de alerta incluem feridas ou lesões na boca que não cicatrizam, manchas brancas ou avermelhadas, dor ou dificuldade para mastigar ou falar e mau hálito persistente.
Mais comum em homens e em fumantes, deve ser observado diante de sinais como rouquidão por mais de 15 dias, dor ao engolir, sensação de “caroço na garganta” e tosse persistente ou com sangue.
Afeta a parte posterior da garganta, próxima à base da língua e às amígdalas. Dificuldade para engolir, dor de ouvido sem causa aparente, sensação de algo preso na garganta e nódulos no pescoço indicam que é hora de procurar orientação médica especializada.
Menos frequente, pode ser identificado quando há inchaço na região da mandíbula ou do pescoço, dormência facial, dor localizada ou paralisia em parte do rosto.
Pode ser confundido com sinusite crônica, sendo assim é importante estar atento quando houver obstrução nasal persistente de um lado, sangramentos nasais frequentes, dor facial e inchaço ao redor dos olhos.
Geralmente tem crescimento lento, mas pode apresentar sintomas perceptíveis como nódulo na parte anterior do pescoço, rouquidão, além de dificuldade para engolir ou respirar e alterações hormonais.
Natalia Valleta menciona que o diagnóstico precoce é o fator mais importante para o sucesso do tratamento. “Se o paciente procura ajuda logo nos primeiros sinais, as chances de cura são muito maiores. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica, exames de imagem e biópsia. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação desses métodos, conforme o estágio da doença”, explica.
Por Camila Souza Crepaldi
Fonte: Portal EdiCase
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