Quando se trata de saúde feminina, são muitas as recomendações, precauções, dicas e dúvidas ouvidas diariamente, sempre com atualizações e muitos cuidados. Manter os exames em dia, realizar exercícios físicos e manter uma dieta equilibrada são a base para uma boa saúde de maneira geral. Mas tem um alimento que, embora seja super prático e esteja diariamente na mesa da maioria da população, ainda é motivo de muitas dúvidas quanto aos seus benefícios: o leite.
Segundo a nutricionista Elaine de Pádua, mestre pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), manter o leite na dieta é uma boa escolha para as mulheres que buscam uma vida mais saudável e equilibrada de forma simples, sem comprometer os compromissos do dia a dia. “É um alimento que agrega muitos nutrientes e que pode ser incorporado de diversas formas, seja puro ou com café, vitaminas ou no preparo de uma receita, como purê ou molho”, completa.
A seguir, Elaine de Pádua esclarece alguns dos principais mitos e verdades sobre o consumo do leite e a saúde feminina. Confira!
Verdade. O leite é a principal fonte de cálcio, essencial para a formação e manutenção dos ossos — um ponto crítico para mulheres, especialmente após a menopausa. Durante esse período, ocorre uma queda natural nos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a proteger o tecido ósseo. Essa redução acelera a perda de massa óssea e aumenta o risco de osteoporose e fraturas. Manter o consumo regular de leite e derivados, ajuda a fornecer cálcio, proteínas e vitamina D, que atuam em conjunto para preservar a densidade mineral óssea e reduzir esses riscos.
Um copo de leite supre cerca de 25% da necessidade diária de cálcio. Tirando o leite e derivados, as outras fontes do nutriente são, por exemplo, vegetais verde-escuros, que contribuem pouco na soma. No leite, 30% do cálcio é absorvido pelo organismo. Dos vegetais, esse valor cai para 5%. Não há um alimento que substitua o leite na oferta de cálcio.
Mito. Por ser um alimento rico em proteínas, cálcio, vitamina D e do complexo B, o leite fortalece a saúde óssea da mãe e colabora para a formação do esqueleto fetal.
Verdade. A metanálise “Relationship Between Dairy Products Intake and Risk of Endometriosis: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis“, publicada na revista científica Frontiers in Nutrition, aponta que o consumo regular de laticínios pode estar associado a menor risco de endometriose, uma condição inflamatória que afeta mulheres em idade reprodutiva.
Conforme dados da pesquisa, os efeitos são mais significativos quando o consumo diário médio é de três porções, especialmente entre mulheres que ingerem maiores quantidades de laticínios ricos em gordura e queijo. Apesar disso, os pesquisadores alertam: “O alto consumo de manteiga pode estar associado a um risco aumentado de endometriose. Mais estudos são necessários para confirmar e complementar essa descoberta”.
Mito. Não existem evidências científicas que comprovem esta afirmação. Pelo contrário, estudos indicam que a ingestão de laticínios melhora os biomarcadores inflamatórios em homens e mulheres adultas. Exceto para pessoas diagnosticadas com alergia à proteína do leite de vaca, condição bastante rara entre indivíduos adultos.
Verdade. Este tipo de leite passa por um processo seguro e validado, com tratamento térmico seguido de resfriamento e envase asséptico em embalagens cartonadas, as chamadas caixinhas longa vida. Isso garante uma validade mais longa do leite, sem a necessidade de refrigeração antes de ser aberto, além da manutenção da qualidade sensorial, assim como os nutrientes naturais do leite e sua segurança microbiológica, sem o uso de conservantes que, no caso do leite, são proibidos por lei.
Mito. Nenhum alimento, isoladamente, faz engordar ou emagrecer; isso depende do balanço entre o que você consome e gasta de energia. O leite pode, inclusive, auxiliar no processo de emagrecimento, afinal, tem proteínas de alta qualidade, que aumentam a saciedade e funcionam bem em lanches intermediários ou no pós-treino, por exemplo. Se a meta é reduzir calorias, escolher versões com menos gorduras, como o leite desnatado, pode ser uma ótima opção.
Por Juliana Antunes
Fonte: Portal EdiCase
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