Com a proximidade das férias, muitas pessoas estão preparando as malas para destinos nacionais e internacionais. Mas, entre escolher a poltrona na janela e organizar os documentos, um detalhe costuma passar despercebido: a alimentação antes e durante o voo. O que você come no aeroporto ou leva na bagagem de mão pode ser determinante para a sua experiência a bordo para o bem ou para o mal.
Segundo a nutricionista e professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera Taboão da Serra, Dra. Natalia Ipaves, o ambiente pressurizado, a menor umidade do ar e a longa permanência sentado criam uma combinação que exige escolhas alimentares mais conscientes.
“Evitar alimentos ultraprocessados, muito gordurosos, ricos em açúcar ou fermentáveis é uma boa estratégia. Eles podem gerar desconfortos como inchaço, gases, azia e sonolência fora de hora. O voo já altera naturalmente o funcionamento do corpo, especialmente o intestino e a circulação, e esses alimentos aumentam o risco de mal-estar durante o trajeto”, completa.
A seguir, a Dra. Natalia Ipaves detalha quais alimentos devem ser evitados antes do voo. Confira!
Refeições pesadas, como frituras, também entram na lista de vilões. “Alimentos muito gordurosos atrasam o esvaziamento gástrico, ou seja, a digestão fica mais lenta. Isso pode gerar sensação de estufamento, azia e náuseas. Além disso, em um ambiente pressurizado e com menos mobilidade, o desconforto tende a se intensificar”, explica a profissional.
Outro erro comum nos aeroportos é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e cafeinadas. “Tanto o álcool quanto a cafeína têm efeito diurético e podem contribuir para a desidratação, algo comum durante o voo por conta da baixa umidade do ar na cabine”, diz a professora, que completa afirmando: “Além disso, o álcool afeta mais rapidamente o organismo em grandes altitudes, o que pode aumentar o risco de tontura, dor de cabeça e mal-estar”.
Snacks salgados e refrigerantes podem parecer lanches práticos, mas escondem armadilhas. “O excesso de sódio desses alimentos pode favorecer retenção hídrica, o que agrava o inchaço nas pernas e pés, algo que já é comum em viagens longas por conta da falta de movimentação”, comenta a Dra. Natalia Ipaves.
Doces também devem ser consumidos com cautela. “Alimentos muito açucarados podem causar picos e quedas de glicose, o que gera sonolência, irritabilidade ou até mais fome pouco tempo depois. Em viagens longas, é melhor optar por alimentos que proporcionem saciedade e energia de forma mais estável”, recomenda a Dra. Natalia Ipaves.
Alimentos fermentáveis como brócolis, couve-flor, repolho, feijão, lentilha, maçã, manga e refrigerantes também merecem atenção. “Esses alimentos podem aumentar a produção de gases. Como a pressão da cabine favorece a distensão abdominal, é melhor evitá-los antes e durante o voo, principalmente se a pessoa já tem sensibilidade intestinal”, orienta a professora.
Levar um lanche de casa pode parecer uma escolha saudável e econômica, mas é preciso atenção redobrada. “O principal risco é a contaminação por má conservação. Muitos desses alimentos precisam de refrigeração constante, algo difícil de garantir quando levados na bolsa ou mala de mão”, diz a Dra. Natalia Ipaves.
Ela também explica que esse fator torna certos alimentos impróprios para consumo após algumas horas. “Além disso, sanduíches com molhos ou saladas prontas têm alto risco de deterioração e podem causar intoxicações alimentares, especialmente em viagens longas”, alerta.
A boa notícia é que há muitas opções práticas, saudáveis e seguras para consumir antes e durante o voo. “Lanches práticos, seguros e nutritivos como frutas secas, castanhas, mix de sementes, barrinhas de nuts sem açúcar, biscoitos integrais caseiros, chips de vegetais assados e até um sanduíche simples feito em casa com pão integral, queijo branco e folhas são boas opções. Sempre que possível, prefira levar em bolsas térmicas e evite recheios perecíveis”, sugere a Dra. Natalia Ipaves.
Quem vai encarar conexões demoradas ou voos internacionais deve apostar em refeições leves, ricas em fibras, proteínas magras e gorduras boas. “Refeições leves, com boa presença de fibras, proteínas magras e fontes de gordura boa são ideais. Elas ajudam na saciedade e evitam picos de glicose”, explica. Entre as sugestões da especialista, estão saladas com proteínas, bowls com grãos integrais, ovos, abacate e vegetais assados.
E um alerta importante: “A hidratação é essencial. Leve sempre sua garrafinha e beba água com frequência. Além de ajudar na digestão, ela melhora a circulação, reduz o risco de inchaço e previne dores de cabeça comuns em voos longos”, finaliza a professora.
Por Bianca Lodi Rieg
Fonte: Portal EdiCase
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